O (des)poder da palavra

“Palavra” possui energia vibratória capaz também de atingir o subconsciente do Homem, governando seus atos.
“Ideias são ações”, disse um líder político certa vez; palavras também as são.
As Leis são palavras em forma escrita daquilo que foi discutido e tramado pelas autoridades políticas. O uso adequado delas concorrem para dar um estilo elevado a uma nação.

Anúncios

Sem título

Indicação bibliográfica: TANIGUCHI, Masaharu. Você pode curar a si mesmo. 4. ed. São Paulo: Seicho-No-Ie do Brasil, 2007.

O mestre Masaharu Taniguchi, em “Você pode curar a si mesmo”, escreveu (p. 113): “toda palavra boa é uma oração”.

As palavras possuem a capacidade  de produzir vibrações em nosso encéfalo, promovendo reações em cadeia, influenciando as mentes dos homens, bem como a “força misteriosa” que constitui a matéria, atraindo ou afastando elementos de natureza, consoante a origem da palavra (positiva ou negativa). Dessarte, declamemos palavras de carinho, de afeto, de Amor, para que impulsionemos ainda mais o Movimento Internacional de Paz pela Fé.

Eleitoras palavras

Pessoas sabedoras do poder do Verbo devem auxiliar as outras ainda não despertas a isso, a fim de promover saúde e felicidade em geral. Com isso, haverá o despertar real para que sejam enviados ao plano político representantes que deliberem resoluções capazes de edificar destinos salutares das nações.

Caminhos distintos

Observando a história da humanidade, diversas religiões já desapareceram e muitas outras continuam a existir. Mesmo tendo coisas em comum, não obstante elas foram motivos de muitas disputas entre os homens.

Religião vem da palavra latina “religare”, simbolizando a ligação metafísica entre o ser humano e Deus.

A Masaharu Taniguchi, eminente estudioso do assunto, todas as religiões têm a mesma essência e todas se preocupam com a salvação do espírito humano.

Nesse mundo contemporâneo tão complexo, as diferenças religiosas continuam a servir de mote a atos de intolerância. Ao sábio nipônico, os fiéis não tiveram sapiência para encontrar a essência do ensinamento que traz à luz a Verdade.

Diferentes compreensões religiosas insistiram em existir, mas isso não deve ser motivo para continuar a dissensão entre as pessoas. Se quisermos a salvação, mister é aprofundarmo-nos em seus ensinamentos.

O trabalho tem que ser interessante

Para que uma organização atinja sucesso é preciso que as pessoas que nela se encontram, estejam comprometidas com a organização. Para isso, os colaboradores devem entender a importância do trabalho à sociedade, as organizações devem ser capazes de permitir que as pessoas desenvolvam seus potenciais.

A palavra “trabalho” veio do latim “tripalium”, instrumento de tortura no mundo antigo. Naquela época, quem trabalhava tinha conceito depreciativo e era destinado a pessoas consideradas inferiores. No mundo moderno isso mudou, é visto como algo natural, que traz dignidade ao individuo e é fundamental para o progresso da sociedade. Sem esse pensamento não teríamos avanços na área da medicina, por exemplo. Faz-se necessário que os colaboradores entendam a importância do trabalho para auxílio às pessoas, que vai muito além da gratificação pecuniária.

Numa organização, as pessoas que buscar seu sucesso individual precisam estar felizes com sua atividade profissional. As más condições de trabalho influenciam no psicológico dos trabalhadores. Eles devem estar sob a égide duma organização que permita a expansão de sua criatividade e que possua uma boa gestão de pessoas a fim de que se sintam motivados.

Para finalizar, é totalmente possível a conciliação de interesses individuais do trabalhador com os da organização. Para tal, ele deve perceber a importância de seu trabalho aos outros e exercê-lo com entusiasmo.

Discurso dum senador brasileiro

A todas brasileiras e a todos brasileiros.

Senhor Presidente do Congresso Nacional. Vossa Excelência sabe que nutro pouca simpatia pela vossa figura, mas, dirijo-lhe a palavra para pedir, mui humildemente, ao Povo desculpas pelas palavras não tão elevadas que se seguirão.

Pela segunda vez, após a redemocratização, chegamos ao impasse do impeachment. Em 1992, houve a deposição dum político playboy e aventureiro, oriundo duma família tradicional de Alagoas.  Agora, a da primeira mulher presidente do Brasil.

O presidente deposto em 92 foi engendrado por empresários para não permitir que um ex-operário chegasse à Presidência. Após cumprir esse papel, ele foi cuspido. Nas eleições de 1989, ele jogou muito duro contra esse operário nordestino, chegando apresentar em horário eleitoral gratuito, que este havia pedido a uma mulher que fizesse aborto dum filho seu. A vida é uma roda viva. Esse nordestino, pela sigla do PT, tornou-se presidente em 2003, com o fatídico discurso de “nós contra eles” e conseguiu eleger a provável presidente a ser deposta. O que há em comum nisso: a altivez que nos cega. No início dos anos 90, o que havia era apenas um homem garboso, que gritava só. Hoje, o que há são inúmeros companheiros que se aburgueseram.

O presidente solitário sofreu o golpe graças ao discurso da hipocrisia da companheirada do PT em 92. A vida é uma roda viva e alguns membros desse mesmo PT é que foram condenados pela Justiça por corrupção posteriormente. Não sei se aquele presidente aprendeu a ser mais humilde, contudo sei o que vejo hoje: os companheiros levaram um duro golpe da própria vida e não aprenderam nada. Colhemos o que plantamos. Na política, não há santos.

O que vemos hoje também é uma disputa de forças da hipocrisia: dum lado, a jararaca vermelha; doutro, os patinhos amarelos da FIESP.

Chegou a hora da onça beber água.

Comunico ao País que ao término desse processo de impeachment, pedirei renúncia do atual mandato eletivo e deixarei a vida pública.

Muito obrigado.

Uma herança clássica

A literatura clássica continua interessando a nós do século XXI. Ela continua viva, pois tem o seu mérito intrínseco de grandiosidade e forneceu de base a todas as formas narrativas ulteriores. A eminência dos poemas de Homero representa o amálgama da narrativa oral com a forma escrita, não faz distinção entre mito e história, por isso, deu-nos de forma instintiva, sofisticada e proposital, o fluxo narrativo do romance. Desde que sua narrativa forjou personagens, lugares, acontecimentos históricos visto que se baseou em formas mitológicas. Homero e Xenófanes confrontar-se-iam. Sempre que temos acesso à literatura europeia dos séculos XVII e XVIII, recorremos à literatura peculiarmente helênica. À medida que avaliamos mais essa narrativa, nós damos mais valor também a Heródoto e a Tucídides. A literatura grega deve ser sempre (re)visitada. Heródoto e Tucídides, pois este escrevia sobre eventos contemporâneos e aquele, acerca do passado recente; o primeiro focava numa narrativa oral, e o segundo não aspirava ao agrado imediato, apesar de que o “pai da História” e de que Tucídides não foram ultrapassados por nenhum outro historiador clássico. Embora o empirista Thomas Hobbes no século XVII traduzisse a “Guerra do Peloponeso”, Tucídides apresenta elementos não empíricos, porque traz-nos, em tal obra, situações ficcionais e diálogos dramáticos, sem esquecer-se de Ésquilo e narração mítica, princípios de retórica e, portanto, foi imitado pelos latinos. Os romanos e sua escrita história, a fim de salientar os atos de Roma e de levá-los ao conhecimento dos seus descendentes, pois, a menos que enxergavam a narrativa histórica como um todo e tinham como fundo uma forma patriótica, crescendo e desenvolvendo em torno de Roma. Não só Aristóteles, como também Xenófanes e Tito Lívio, pensaram acerca das diferenças entre poesia e história, pois havia percepções distintas acerca de tal tema e propósito, pensando na vida comportamental e institucional da pólis-urbe, ainda que sempre em dívida com a verdade e a arte.